E aí? O que você fará?

A vida é quase sempre sacrificante
Você luta, conquista e pronto, se acaba.
Celebra os bons momentos por instantes
Quando tudo de repente desaba.

E por essa inconstância você se prende
A primeira coisa boa que aparecer
Se permite, se joga, se doa
Entrega tudo que tem a oferecer.

Mas e se cai numa armadilha?
O que você fará
Se percorrer uma trilha
Que não conseguirá escapar?

É comum ouvir coisas assim
Te fazem acreditar que a felicidade não é possível
Nem pra você, nem pra mim.
A vida será sempre algo terrível.

Não seja tolo a tal ponto
De acreditar em tal mentira
De ler tal conto
De ser o alvo da mira.

Na vida não há certo ou errado
Não há bem ou mal
Não há puro ou pecado
O que há é nosso instinto animal.

Por isso se minhas palavras forem úteis
Uma coisa recomendo
Não diga: “meus desejos são fúteis”
Diga: “Faço o que quero e não me arrependo”.

Até porque, até onde sei,
Se não virarmos borboletas ao morrer
Não haverá segunda chance fornecida por um rei
Não haverá um replay para reviver.

Então como fica?
O que eu ou você fará?
Essa pergunta, nem Freud explica
Cabe a nós a resposta encontrar.            

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